quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Oxaguiã



Oxaguiã era o filho de Oxalufã.

Ele nasceu em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan.
Oxaguiã, valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino.
Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê.
Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse fazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.
Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado", e assim passou a ser chamado.
Awoledjê, seu companheiro, era babalaô, um grande advinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos. Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.
Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas.
Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos. Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada.
Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do "Comedor-de-inhame-pilado". Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: "Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!" E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.
Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação. "Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!"
Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.
"Muito bem! - respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se".
Desde então, todos os anos, no fim da sêca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair.
A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, tanbém, na Bahia.
Por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta... e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia, trazendo uma mão de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orixá "Comedor-de-inhame-pilado."
Oxaguiã (Òrìsa Ògiyán) é um orixá funfun jovem e guerreiro, carrega arco e flecha, pois pode buscar alimentos na florestas.É com Oxaguiã que se encerra o ciclo das festas de Oxalá com a festa do Pilão de Oxaguiã ( ojó odo)- o dia do pilão.É um orixá relacionado com o sustento do dia a dia, gosta de mesa farta.Seu sustento vem do fundo da terra ou da floresta. Ele detém todas as armas as usa para alcançar seus objetivos, que é dar para quem tem fome e até tomar de quem tem muito e não tem fome..Oxaguiã é o provedor, é o guerreiro da paz. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganha.e
Oxaguian "o moço" na sua forma "guerreira" de Oxalá que carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza, seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, rei de Ejigbo.
Saudação: Epa! babá!
Seu maior símbolo: pilão
Dia da semana: sexta feira
Sua cor : branco e o prata
Sua comida: inhame pilado, pombo
Seus símbolos: espada, mão de pilão, varas de atori, ofá
Seu metal: todos os brancos
Seus elementos: são ar e atmosfera
Fio de contas: branco com azul claro

Arquétipo dos filhos:
A liderança é uma de suas especialidades.Duas características dividem os filhos de Oxaguiã.. Uns são amigos das intrigas, são orgulhosos, se acham os melhores , são faladores. Outros são voltados para a família, calmos e guardam segredos para sim.. Na verdade são duas fases de Oxagiã, numa delas estão os filhos que carregam a espada e os outros, os mais calmos carregam a mão de pilão.Valentes, guerreiros, caráter romântico e sensuais, combativos, geniosos, intuitivos , instáveis.Não despreza o sexo e cultiva o amor livre. É alegre, gosta profundamente da vida, é falador e brincalhão. Ao mesmo tempo e idealista, defendendo os injustiçados, os fracos e os oprimidos. Orgulhoso, sedento de feitos gloriosos
É um jovem guerreiro combativo. É habitualmente alto e robusto, mas não é agressivo nem brutal.
Ele é ciumento e detesta concorrência.São criativos, generosos, inteligentes, sábios, justos, por outro lado são também lentos, mandões e teimosos.

11 comentários:

camila disse...

Adoreii a hidtória.
Parabéns

Anônimo disse...

Bacana!

eloysavaget disse...

Todos me dizem q sou filho desse orixá.Depois de ler tudo isso me indentifiquei com algumas coisas na verdade!

eloysavaget disse...

Todos me dizem q sou filho desse orixá.Depois de ler tudo isso me indentifiquei com algumas coisas na verdade!

Rodrigo disse...

Boa Noite Motumba para abiãs e iaos adorei ler minhas caracteristicas ja q sou filho de Baba Oxalaguian e sou feito no Candomble, a respeito das caracteristicas bateu praticamente tudo tenho mto orgulho em ser Donfono de Oxalaguian!!!Rodrigo Vidal

Anônimo disse...

Gostei muito de ler a história de oxaguian, fui confirmada só no barco. Sou ekedi de oxum porem meu orixá e oxaguian e as caracteristicas dos filhos desse orixá e notório.
Adorei, bjs.

Unknown disse...

gostei muito sou omolu com yemanja.... seguido por oxala e traçado com oxaguian e fiz a cruzação com omolu com yemanja seguido por oxala dois irmãos gemeos juntos quase impossível !

Marcelo Correa disse...

Epa! Epa! Babá!

Anônimo disse...

Epà babà, Ammol meeeu paaai Oxaguiãn.

leonardo disse...

gostei da historia e me endentifiquei com as caracteristicas bateu tudo certinho rs me orgulho de ser ogãn d'oxaguiãn.

Anônimo disse...

Adorei a história! Meu ori e Boro'. Carrego Oxaguian e Ogum e sou Ehedji de Oxalufan.Amo meus orixas e os airvoa com muito amor e respeito.
Axe' e motumba a todos!.

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